“Nem tudo que é caro é bom. Nem tudo que é bom é caro. Mas concerteza tudo que é barato é ruim! Será?”
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Esta frase concerteza é o lema de muitos consumidores, principalmente os mais elitizados ou os chamados “novos ricos”. Então, fiquei pensando: mas nem tudo que é barato é ruim!
Procurei pensar nas promoções, qualidade e durabilidade de produtos baratos e, concluí que nenhum poderia ser comparado a um bom vinho. Tentei então comparar outros produtos e esquecer o vinho. Pensei, uma caneta pode ser barata e muito boa, mas um celular não. Um pastel pode ser barato e muito bom, mas uma salada de carpaccio não.
Resolvi então realizar uma breve pesquisa com alguns conhecidos e perguntei: “O que você comprou recentemente que foi muito barato e era muito bom? A maioria disse que não se lembrava, mas todos podiam se lembrar de algo que era muito barato e muito ruim!
Achei isso preocupante...
E os nossos preços? Os pais, diretores de escolas e os demais clientes também pensam assim? A qualidade e o reconhecimento do nosso curso estão diretamente ligados ao preço. Podemos comparar nosso curso a um bom vinho? A uma boa safra?
Existe a questão da regionalidade e da conscientização do porque aprender inglês desde cedo, mas em muitas das regiões onde atuamos, existem outros cursos de inglês para crianças que cobram cinco ou seis vezes mais que o nosso! E pirem!! Tem proporcionalmente muito mais alunos.
E quanto mais barato for o preço praticado, mais você estará perdendo para a concorrência e consequentemente, sendo considerado ruim.
A maioria dos pais não falam inglês e nem sabem como avaliar se o curso é bom ou não. Mas também temos que levar em conta que as pessoas generalizam muito! Um pequeno deslize, um professor que faltou, qualquer coisa por menor que seja (e isso sempre acontece) pode ser concluído como: “também um curso tão barato o que podia esperar?”. Quando o curso é caro, as pessoas em geral comentam: “nossa, é um absurdo o que eles cobram, mas eles oferecem tudo do bom e do melhor”.
Na verdade, este artigo foi escrito para gerar debates e para fazer você pensar no assunto. Muitos acham que podem lucrar ganhando na quantidade, outros preferem trabalhar para poucos, outros acham ainda que em sua região é diferente! O ideal agora é pensar e planejar como será a atuação da sua unidade e preços que irá praticar no próximo ano. Será que não deveríamos planejar vôos mais altos e conquistar clientes de nível pagante mais exigente? Esta é uma questão para se pensar, debater e planejar!
Shirleine Diniz assumiu em 2001 a Gerência de Expansão e Franchising da rede The Kids Club, franquia inglesa para crianças a partir de 2 anos, é formada pela PUC/SP em Ciências Contábeis. Concluiu em 1996 o Programa de Formação Profissional e Especialização em Franchising pela University Franchising e também pela FGV/SP Fundação Getúlio Vargas.
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