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Entrevistas

ENTREVISTA - Carlos Wizard Martins, presidente da Wizard

Este ano a Wizard se posiciona literalmente como uma empresa líder no cenário internacional, por causa da sua atuação de expansão em diversos países. É a maior escola de idiomas do mundo e está presente em 1.200 localidades, atende meio milhão de alunos. Destaca-se não só por pelo ensino da língua inglesa, mas outras línguas também, além português para estrangeiro, a Wizard é a única escola que ensina inglês em braile. Em janeiro de 2010, a Wizard estará abrindo sua primeira unidade na China, em Tianjim, a terceira maior cidade do país com 12 milhões de habitantes. Carlos Wizard Martins, presidente da Wizard, esclarece as novidades sobre a internacionalização que a rede está realizando.

Qual foi o motivo da decisão de assinar contrato com o Intercontinental Group, conglomerado empresarial chinês? Por que da escolha da China?
Porque a China está em franco desenvolvimento, se tornando uma potência mundial, e com isso a demanda por curso de idiomas também cresce. Escolhemos o Intercontinental Group por ser um grupo consolidado com amplo conhecimento no mercado chinês.
O objetivo de abrir mil escolas de idiomas na China até 2020 é uma meta grande e muito importante. Quais os desafios deste grande objetivo?
Os desafios são entender muito bem a cultura chinesa e adaptar as atividades da Wizard com relação à realidade chinesa. Por exemplo: nos livros da Wizard utilizados no Brasil há citações cristãs em todas as páginas. Teremos que retirá-las para trabalhar na China.
Como é esta nova parceria? E como funcionará?
De acordo com o contrato firmado, a Wizard será responsável por 80% dos investimentos para a abertura das primeiras dez unidades – o que deve ocorrer até o fim de 2010 -, cabendo ao Intercontinental Group os outros 20%. As primeiras dez escolas serão de propriedade e administradas pela própria Wizard, que fará um investimento de R$ 5 milhões. A partir do momento em que a Wizard estiver consolidada no País, passará a crescer com o auxílio de franqueados, utilizando o mesmo modelo de negócios do Brasil.
Quando está prevista a inauguração da primeira unidade em território chinês? Em qual lugar da China?
A abertura da primeira unidade está prevista para janeiro, na cidade de Tianjin, a terceira maior da China. Em seguida, serão abertas escolas em Pequim e Xangai.
Qual a importância que a Wizard vê na internacionalização dos seus negócios?
Atualmente a Wizard está presente em vários países da América do Sul, América do Norte, Europa e agora na Ásia. A importância disso tudo é levar conhecimento e a possibilidade de aprendizado de um segundo ou terceiro idioma às populações de todo o mundo.
Como foi feita a internacionalização? Foi através de alguma consultoria?
A internacionalização da Wizard começou em 2000, quando abrimos as primeiras unidades nos Estados Unidos, já a experiência da China iniciou em 2009 juntamente com a ABF no país em busca de novos investidores. Nós temos uma equipe para expansão na própria Wizard.
Quais os outros países que a marca já está localizada?
Além das 1.200 escolas localizadas no Brasil, a rede possui unidades nos Estados Unidos, Japão, México, Inglaterra, Irlanda e América Latina com a recente inauguração de uma unidade na Colômbia. Até 2010 serão abertas mais três escolas no país.
Quais são condicionantes para que a Wizard comece a operar na América Central?
Em novembro nós inauguramos a primeira unidade na Colômbia, ano que vem serão quatro unidades que estarão em operação na região. Atualmente nos temos cinco unidades no México e é um país que vemos com um grande potencial. A Wizard está realizando um trabalho intenso em parceria com a ABF, para começar a atuar na América Central. Há possibilidade de abertura em unidades em El Salvador, Guatemala, Honduras e Panamá.
A Wizard estará presente nas escolas públicas da cidade de Tianjin? Qual é a base desta idéia?
Sim. A parceria com o governo de Tianjin vai nos possibilitar a ensinar inglês nas escolas públicas também, neste primeiro momento, uma vez que ainda não existem escolas de idiomas na China, como acontece no Brasil. Então, implantamos nossa metodologia nas escolas públicas neste primeiro momento e, conforme o andar da carruagem e um melhor entendimento da legislação chinesa, vamos abrindo as demais escolas.
Quais adequações que foram necessárias que a Wizard precisou fazer?
As adequações que nos precisamos fazer foram alterar algumas coisas no material didático que utilizamos no Brasil, pois ele passa por uma censura pelas autoridades chinesas, não pode ter nenhum assunto sobre sexo, política ou Deus, então existem alguns aspectos no conteúdo que nos precisamos fazer algumas modificações.
Esta internacionalização interfere nas unidades brasileiras? A procura por investimentos na rede aumenta?
Sim, claro. A ida da Wizard à China traz muita credibilidade ao mercado investidor e isso abre mais portas para investimentos na rede como um todo, seja na expansão da marca, em estrutura e também na publicidade.
O que a marca espera com essa novidade?
Um crescimento de 30% nos próximos 5 anos.
Qual o segredo, o caminho do sucesso da rede Wizard, que há 22 anos no mercado atingiu a liderança no ensino de idiomas?
O segredo é acreditar no negócio, acreditar na superação profissional e muito trabalho. A Wizard apresentou ao mercado uma metodologia de ensino diferenciada, que atinge as expectativas dos alunos, por isso tivemos este crescimento para outros países também.
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