Franquias atraídas pela potência
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Para o secretário municipal de Finanças, Marcos Garcia, Bauru chegou a um estágio que comporta certos investimentos, como em produtos e serviços para um público muito restrito. Segundo ele, quando uma cidade chega próximo dos 400 mil habitantes pode se dar a esse luxo. A chegada recente de duas grifes famosas que têm como público-alvo consumidores das classes A e B reforça essa impressão. Uma delas é a L’Occitane, multinacional francesa de cosméticos que abriu loja no Bauru Shopping. Segundo Pedro Geraldo Ortense, que administra a unidade ao lado da esposa Marilene Alícia Souza, ambos médicos, Bauru é a primeira cidade do Interior do Estado de São Paulo a receber a franquia.
Segundo Ortense, a grife normalmente procura se instalar em cidades com mais de 400 mil habitantes, mas a diretoria da empresa teria se animado com os números apresentados sobre Bauru.
De acordo com um estudo feito pelo casal de médicos, existem na cidade cerca de 30 mil pessoas com ganhos mensais acima de R$ 7,5 mil. Isso significa que existe público para os produtos que vendem. Outra grife famosa que desembarcou recentemente por aq
ui foi a Kawasaki, que produz algumas das motos mais desejadas no mundo.
Poder público
Se na década de 1990 o poder público era o motor que impulsionava a economia bauruense, passados quase 20 anos a realidade mudou completamente. Hoje, é a iniciativa privada que dá as cartas.
A onda de privatizações que começou há cerca de duas décadas é apontada como a principal responsável pela mudança.
No fim dos anos 1980 e começo dos 90, Bauru dependia muito dos investimentos e dos empregos gerados pelo setor público.
A cidade, por ser uma referência regional, era sede de escritórios de estatais poderosas, que pagavam excelentes salários. Com as privatizações, os escritórios foram fechados e os altos salários foram embora. Isso abalou a economia local.
Para piorar, nessa mesma época, coincidiu da cidade passar por turbulências políticas que culminaram com a cassação do ex-prefeito Antônio Izzo Filho.
A partir dos anos 2000, com a volta da estabilidade política, a cidade iniciou um novo ciclo, não mais dependendo do setor público.
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