Casa do Construtor é eleita a melhor franqueadora do Brasil
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A Casa do Construtor – rede com 65 unidades que atua em oito estados brasileiros no ramo de locação de equipamentos para a construção civil – acaba de conquistar dois prêmios importantíssimos para o sistema de franchising: o de Melhor Franquia do Ano e o de Melhor Franquia de Serviços Gerais.
O prêmio é concedido a partir de minucioso processo de pesquisa junto a franqueados de diversos ramos de atividade em todo o país, conduzido pela Serasa Experian – uma das melhores empresas de análise do país –, que a partir das entrevistas avalia o desempenho das redes e a satisfação dos franqueados. Quem encomenda a pesquisa é a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios (PEGN), da editora Globo.
O sistema de franquias é um dos segmentos econômicos que mais crescem no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2001, havia 600 redes, enquanto 2009 fechou com 1.643. Há nove anos, existiam 51 mil unidades franqueadas, e 2009 terminou beirando as 80 mil.
A Casa do Construtor é a única franquia de locação de equipamentos estruturada no Brasil. Anualmente vem sendo avaliada e classificada como empresa “Cinco Estrelas” pelas PEGN, além de receber a chancela do Selo de Excelência pela ABF desde sua primeira participação, em 2004.
Destacar-se entre tantos números e entre franqueadoras bastante tradicionais representa a comprovação de alta qualidade no desempenho de uma rede.
Para o sócio-diretor Altino Cristofoletti, trata-se de um marco como coroação de um trabalho de 17 anos. “É a celebração da primeira fase de nosso trabalho, que foi erguer uma obra, estruturada e consolidada, rumo à expansão. Agora, entraremos numa segunda fase, que é seu acabamento. Um prêmio como esse reconhece a Casa do Construtor como expoente de renome no franchising de locação de máquinas e equipamentos, e confirma que temos tudo pra crescer nos próximos dez anos”, avalia.
Para o sócio-diretor Expedito Arena, receber um prêmio como este traz orgulho pelo reconhecimento de um trabalho iniciado há muitos anos e feito por muitas mãos, a partir de parcerias com fornecedores, franqueados e clientes que acreditaram na marca desde o início. “É a comemoração de um sonho de longo tempo realizado, de busca por excelência e inovação. Nossa empresa começou pequena, mas sempre pensou grande. Não para ser a maior, mas para estar sempre atenta às necessidades do cliente. Afinal, é fruto de nossa própria necessidade, pois no trabalho como construtores constatávamos a carência de locadoras para pequenas obras. O grande impulso surgiu a partir da abertura, em 1995, para a importação de máquinas e equipamentos. Como nós, muitos não tinham renda para comprá-los, e era necessária uma ponte entre o mercado carente de serviço e o fornecedor. Nossos clientes são um grande público de pequenos construtores. São fiéis, gostam de novidades, de preço justo e de bom atendimento. E o franqueado fica feliz, porque segue nosso exemplo de transparência e geração de qualidade”, comenta.
Como tudo começou
Engenheiros de Rio Claro (SP), os amigos Altino Cristofoletti Junior e Expedito Eloel Arena sempre tiveram espírito empreendedor, cultivando o sonho de abrir um negócio conjunto. Em 1993, Arena iniciou um negócio de venda de materiais básicos para construção e locação de máquinas e equipamentos. Instalado na periferia de Rio Claro, oferecia equipamentos de pequeno porte destinados a pedreiros, empreiteiros, eletricistas, pequenas construtoras e pessoas que queriam construir ou reformar a própria casa ou empresa.
Passados seis meses, constatou que não estava em um bom ponto comercial, e que teria de separar o aluguel de equipamentos da venda de materiais.
Em 1995, ficou só com a locação de máquinas, quando juntou forças com Cristofoletti, que na época tinha uma pequena construtora e era franqueado dos Correios. Os empreendedores mudaram para um ponto alugado, de localização estratégica. Mas surgiu a exigência de capital de investimento para a compra de equipamentos. “Foi Altino quem teve a ideia de montar a franquia, já que acabara de fazer um curso de franchising. Apostamos nesse caminho porque já tínhamos garantido vantagens nas compras de produtos e por não exigir muito capital de expansão”, conta.
Em 1997, os empresários abriram a segunda unidade própria, na cidade de Araras (SP). O negócio se mostrou financeiramente interessante e comprovou franqueabilidade. “Sempre tivemos muito medo de colocar alguém em ‘fria’. Sabíamos que numa franquia os dois lados, franqueador e franqueado, assumem riscos, mas pela nossa formação, responsabilidade e necessidade de acertar, não tínhamos chances para erros, e optamos por ser mais conservadores e testar todos os conceitos antes de envolver outras pessoas”, relata Cristofoletti.
Em 1998, a marca Casa do Construtor – Aluguel de Equipamentos foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e foi aberta a primeira unidade franqueada, em Americana (SP). Os jovens irmãos Luciano e Leandro de Souza gostaram tanto da experiência que hoje possuem cinco lojas. Estava iniciado o processo de expansão da rede, lento, porém participativo, planejado e, por isso, bastante sólido.
A Casa do Construtor hoje
A rede tem como foco a locação de máquinas de pequeno porte para construção civil: painéis para andaimes, betoneiras, compactadores, rompedores, equipamentos elétricos, cortadoras de piso, guinchos, geradores de pequeno porte, equipamentos para jardinagem e limpeza. Em menor proporção, vende acessórios, equipamentos de proteção individual e máquinas. Sua missão é buscar soluções para a construção civil, transformando fornecedores, franqueados e clientes em parceiros, com qualidade e excelência no atendimento.
Transparência e administração participativa são grandes diferenciais da marca, a partir de sua estruturação em instâncias consultivas, como Comitês Temáticos de operações, marketing, tecnologia da informação, produtos, responsabilidade social e inovação. Outro canal de relacionamento é o Conselho Consultivo eleito nas Convenções anuais, constituído por oito franqueados e dois representantes da franqueadora. Essas instâncias promovem debate de questões que permeiam o negócio de locação de máquinas, além de praticar a busca permanente por soluções e inovações de excelência. O franqueado também pode avaliar os serviços prestados pelo franqueador por meio de uma empresa contratada para desenvolver o trabalho de Ouvidoria. “Sempre acreditei na força da inteligência coletiva. Aí está a força do Franchising e minha paixão por esse sistema. Uma equação cujo resultado é o ganha-ganha”, afirma Cristofoletti.
O “ganha-ganha” a que o sócio-diretor se refere é comprovado por números. O faturamento da franquia aumentou 25% de 2008 para 2009. Então com 40 lojas, o faturamento total chegou a R$ 30 milhões. Um dos fatores foi o cenário econômico otimista no Brasil, em meio a uma séria crise mundial, que levou o país a perspectivas de crescimento num dos principais propulsores econômicos: a construção civil. A sinergia entre os esforços de suporte do franqueador aos franqueados e a competência dos franqueados em atender às necessidades dos clientes também contribuíram para o posicionamento da rede no mercado brasileiro de franchising.
Para este ano, as perspectivas de expansão em faturamento são de 40% em relação a 2009, chegando a R$ 45 milhões com as 65 lojas abertas até agora em oito estados. O plano estratégico da Casa do Construtor prevê 100 lojas em operação até o final de 2010 – só neste semestre, mais 15 estão em processo de abertura. Por esse mesmo projeto, até 2015 serão 250 lojas estabelecidas em todos os estados brasileiros.
O foco principal são cidades com população entre 100 mil e 700 mil habitantes no território brasileiro – estudos para a internacionalização da marca estão em fase de início – e abertura de uma pequena rede de lojas próprias na cidade de São Paulo. Será um projeto-piloto que prevê um grande Centro de Distribuição que dará suporte a pequenas “lojas de vizinhança”, localizadas em bairros do centro expandido de São Paulo. Municípios ou regiões próximas ao Rodoanel, como Caieiras, Cotia e Barueri, terão lojas na concepção das atuais. Uma vez testado o modelo e sua franqueabilidade, poderá ser replicado em outras regiões.
Excelência técnica
Uma grande preocupação da rede é a segurança na construção civil. O diferencial competitivo está na qualidade do equipamento e na assistência oferecida a franqueados e clientes. Prova disso é a programação contínua de palestras e cursos de capacitação, além do funcionamento de Universidade Corporativa própria, criada com apoio dos parceiros fornecedores homologados. Também é prática da franquia encaminhar aos órgãos normatizadores propostas de melhoria e segurança dos equipamentos. “O segmento de construção civil carece de conhecimento e de falta de capital para a aquisição exclusiva de material normatizado, o que provoca acidentes e grandes prejuízos”, salienta Cristofoletti.
Para ser um franqueado da Casa do Construtor, é necessário capital inicial mínimo em torno de R$ 400 mil – para a compra de equipamentos e a montagem da unidade. Posteriormente, novos investimentos são exigidos para o atendimento dos clientes e aumento do faturamento.
Inserção e vivência na comunidade onde pretende abrir o negócio é outro requisito importante, além de espírito empreendedor e de respeito a regras e à convivência em grupo. Nas palavras de Expedito Arena, “é preciso estar disposto a aprender, aprender, aprender. Nosso foco na seleção está na atitude do candidato. Conhecimento e novas habilidades, estamos aptos a ensinar”.
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