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D’pil investe sua marca no mercado internacional

As redes de franquias brasileiras estão investindo no exterior e, atualmente, somam 48 empresas, o que representa entre 3% e 5% do faturamento do setor. Para o presidente da Associação Brasileira de Franchising seccional Rio de Janeiro (ABF-Rio), Alain Guetta, essa participação nacional no exterior só tende a aumentar.

E quando o assunto é beleza, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal (Abihpec), o setor cresce mais de 10% ao ano, no Brasil. E a D’pil, empresa especializada em a fotodepilação inteligente, é exemplo de quem cresce não só no mercado interno, mas também leva sua expertise para outros países na América Latina, como Uruguai, Argentina e Colômbia.

Em maio deste ano, a empresa participou de feiras no Uruguai, onde prevê a inauguração de cinco lojas até o final deste ano. Outro país que vai ganhar uma loja da rede é a Argentina. A unidade D’pil vai ser inaugurada no bairro de Alto Palermo, em Buenos Aires.

Segundo o diretor da D’pil para Argentina, Uruguai e Chile, Victor Rafael Sanchez, a rede de franquias está com contatos assinados para abertura de lojas em Córdoba e Mendonça. O objetivo é assinar mais de 50 unidades na Argentina até o fim de 2010. A D’pil também planeja investimentos na Colômbia. Em setembro a rede vai estar presente na Fanyf, feira de franchising da Colômbia, para onde deve levar unidades da marca.

De acordo com o presidente da ABF-Rio, Alain Guetta, o Brasil é hoje um dos cinco principais mercados de franquias no mundo. Já são mais de 70 países atingidos por franquias brasileiras e o processo de internacionalização está apenas começando.

“O brasileiro é empreendedor por natureza. Nas grandes feiras internacionais só dá Brasil. Já o Rio de Janeiro funciona com uma vitrina para o país, que tanto ajuda a levar marcas nacionais para o exterior, quanto ajuda a atrair investidores internacionais. Conquistamos o respeito e admiração no que se refere à franchising. Estamos presentes na cúpula das maiores organizações internacionais de franquias e os países emergentes se espelham diretamente no sucesso do modelo franqueador brasileiro”, complementa Guetta.

E quanto à Lei? O que uma rede de franquias deve levar em consideração ao expandir suas franquias em outros países? De acordo com o advogado especialista em legislação do franchising Luiz Felizardo Barroso, a internacionalização de um negócio não é fácil. É preciso primeiro que se investigue a cultura, os hábitos, a legislação e mesmo até a burocracia do país hospedeiro, sendo isto algo que consome tempo, paciência e dinheiro.

“É necessário que a franquia nacional atente para o direito contratual; a lei societária e de joint-venture do país hospedeiro; a legislação local sobre comércio eletrônico; transferência de tecnologia; controle de câmbio sobre regalias e remessas; propriedade intelectual (marcas, patentes), domínios na Internet; impostos (existência de legislação para evitar a bi-tributação); barreiras alfandegárias; direito do trabalho; antimonopólio ou defesa do consumidor e, finalmente, mas de modo não derradeiro, as leis sobre imigração”, avalia o advogado.

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