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Resumo de Imprensa

Antes de abrir franquias, empresas devem estar estruturadas, afirmam especialistas

Ampliar um negócio por meio de franquias pode parecer atrativo aos olhos de empresas jovens e com crescimento rápido. Em 2009, 264 novas redes surgiram no mercado, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Partir para esse sistema, porém, requer uma série de cuidados, como afirma a consultora Patricia Barreto Gavronski, sócia do Grupo Machado e especialista nesse setor. “Para começar a abrir franquias, a empresa deve estar devidamente estruturada”, diz.

Segundo a consultora, isso significa ter no mínimo três unidades, ser um mercado lucrativo e ter uma marca atrativa para outros investidores. O interesse de pessoas em franquear o negócio, inclusive, pode ser um dos indicativos de que é hora de pensar em expansão.

Celina Dias, sócia da marca O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, criada há cerca de três anos na capital paulista e que conta atualmente com três unidades, afirma que a procura de interessados foi um dos motivos para a abertura de franquias da empresa, há pouco mais de um ano. As primeiras duas lojas, no entanto, fecharam em 2009 e neste ano.

Na opinião das irmãs Juliana e Milena Brichesi, que abriram as franquias, faltou suporte dos donos da marca. “Nós pensamos que teríamos o respaldo deles, mas não tivemos”, afirma Juliana. A versão é contestada por Celina, que diz ter oferecido o treinamento necessário às novas empresárias. “Para todas as áreas nós sempre tivemos todos os manuais”.

De acordo com a especialista Patricia Gavronski, o acordo de franquia prevê suporte para o franqueado. “O franqueador tem obrigação por lei de seguir os padrões”, diz. Se o dono do negócio deve cumprir as regras, quem compra a franquia também precisa se precaver na hora do contrato. Patricia aconselha aos interessados conversar com os franqueados já existentes na rede para checar a satisfação deles com a marca. “A partir daí já dá para ter uma ideia do que a empresa oferece”.

A consultora afirma ainda que o principal erro dos franqueados é a falta de análise do negócio. “Ainda há muitas pessoas comprando por impulso”. Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, diz que menos de 1% das unidades franqueadas fecham por ano no País. Isso não é motivo para que os empresários não pesquisem muito antes de expandir seus negócios. “Ter que haver uma linha de produtos considerável, planejamento estratégico e um valor de reserva”, afirma.

ultimosegundo.ig.com.br

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